segunda-feira, 6 de junho de 2011

Rugosidade, mestre Hindemith e a série harmônica para o Arnoldinho (Schoenberg)

Salve a luz que entrou no meu olho e virou som!

Primeiro tem um som... de altura definida, dentro da "tabela" das notas temperadas. são 12 notas... por grupo (chamado oitava). temos um monte de grupos... que valem mesmo pra gente ouvir são uns 12.

Como é que um som continua sendo um som, quando tem um som perto dele? porque a gente escuta uma nota e diz: NOTA! escuta três notas e diz... "acorde... sei lá qual!"

Um acorde pode NÃO SER UM ACORDE!

ACORDE é quando temos um grupo de notas que se grudam para parecer uma coisa só...


ANALOGIA sem muita identidade própria... como uma família de aparências... tem o pai (grave) tem a mãe (agudo) e tem um monte de gente no meio que "ajuda a segurar o acorde" enquanto tiver um monte de filhos, distrações como amigos da família, primos, irmãos, tios... etc... passando no meio da história, a família continua unida.

EM MÚSICA chama-se intervalo o espaço entre as notas. Duas notas muito distantes, não soam junto num acorde a menos que se coloquem mais notas entre elas. Na região 3 (C3 etc...) um espaço de 7a m (sétima menor ou 10 semitons) percebemos mais como duas notas do que como uma entidade musical independente. Se o intervalo for Justo, fica mais difícil para o ouvido separar as notas. Se colocarmos C3 Bb3 teremos duas notas fazendo um intervalo, ainda não temos um acorde. se colocarmos nesse conjunto um Eb3 por exemplo, teremos uma terça menor entre C3 - Eb3 (3 semitons), teremos uma quinta justa entre Eb3 - Bb3 (7 semitons) dividos desta maneira teremos uma ligação razoavelmente forte e facilmente reconhecível como um acorde. Mais "fácil" este Dó menor ser ouvido como C + Eb e Bb. Eb e Bb se tornarão uma entidade firme, devido a Quinta Justa que faz as coisas parecerem mais estáveis.

Cada exemplo deve ser pensado bem. Em cada oitava as regras mudam. Basicamente no grave as notas se grudam com mais facilidade, no agudo elas se tornam mais facilmente independentes para o ouvido. Entre instrumentos de timbres diferentes é mais dificil formar estas tais entidades chamadas também de acordes. Há tambem a questão da diferença entre a amplitude das notas. notas podem até mesmo serem "emudecidas" por notas que formaria uma entidade com ela. Um C1 no piano em FFFFFF por exemplo pode fazer um C4 do mesmo piano em mp Sumir. Tal fenômeno chama-se mascaramento, tem vários estudos falando em decibéis, faixa de frequências que mudam, como isso muda na faixa de 20hz a 20Khz. Mas o grande trunfo do compositor é saber usar o ouvido para cada instrumento aliado a este conhecimento.

link para mais informações sobre mascaramento:

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&langpair=en|pt&u=http://en.wikipedia.org/wiki/Sound_masking

tem que ter bastante criatividade pra fazer as informações de construtores de estúdio se tornarem úteis diretamente na composição, mas depois que se entende os princípios "caóticos" da acústica, tudo fica mais fácil. É só ter um bom senso de estética (isso meus caros, é muito mais difícil de se ter.)

muitas destas informações foram inspiradas ou excertadas do livro do Paul Hindemith, teoria II. ele tem também um ótimo livro de treinamento PARA MÚSICOS que pode ser facilmente baixado usando torrent.

Schoenberg ignorou por algumas razões as somas da série harmônica. Pra ele foi bom, pra gente também. Se ele tivesse levado as repetições de nota e colocado isso em conta, não teria nada pra minha música acrescentar ao mundo. Agora tenho que sentar a bunda longe do computador e fazer alguma coisa com toda essa informação, mas achei que seria útil colocar isso no "AR".

STAY TRUE!

STAY TRUE!!!

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