domingo, 6 de fevereiro de 2011

Aceitação social da Trapobanda no meio da música eletrônica curitibana

Primeira postagem de fevereiro.

Ontem a "Trapobanda, a misteriosa trupe da Trapolândia" que apesar de ser uma banda de SKa, que parece muito uma banda de rock mas na verdade é uma trupe de amigos que se dizem vindos de um país imaginário chamado Trapolândia.

Bem... ontem tocamos em uma festa de música eletrônica, todos os estilo (de música eletrônica)... por um momento os nossos amigos que acompanhavam a festa estavam achando que estávamos em uma fria. Realmente as chances eram grandes. Pelo que eu conversava com as pessoas presentes, todos só gostavam de música eletrônica e não queria saber de nada de outro estilo.

A banda estava disfalcada. Sem nosso baterista oficial (Celso) sendo substituido pelo nosso novo amigo André Nigro que toca bateria na Big Time Orchestra. Não pudemos ensaiar então era tudo no pulo do gato. Estávamos sem o nosso Guitarrista metaleiro Bertol também.

Tinha tudo pra ser uma grande merda.

Subimos no palco para arrumar as coisas e o amplificador de guitarra queimou. O organizador da festa disse: "pode colocar nessa tomada aqui" o cara da banda pergunta: "é 110?" e a resposta sempre é "Claro! pode por!".

A festa era de comemoração do aniversário de dois grandes amigos de todos da banda. Rafael (Ralph) e Jones (pit). Então tudo isso foi relevado e a guitarra foi de um direct box pra mesa.

Mesmo assim... com tudo que poderia dar merda e gerar stress... FOI MUITO MASSA.

o baterista que substituiu o Celso pra noite foi muito competente. Grande músico. O nosso guitarrista segurou tudo na medida. Nosso técnico e faz tudo (Dennys) conseguiu controlar os efeitos da guitarra na mesa. Foi muito musical.

Depois de começar o show, as pessoas foram vindo pra frente do palco. Era como um contato com alienígenas desprovidos de alucinógenos... mas ninguém era alienígena e provavelmente todo mundo já tinha usado algum tipo de alucinógeno (sem preconceito).

Muitas meninas, muitos caras aparentemente ROOTS da música eletrônica curitibana e mesmo assim estava tudo legal.

Dá pra ser feliz com pessoas diferentes... não acho que seja só o lance de aprovação. Provavelmente estas pessoas que assistiram o show da Trapo ontem não vão baixar nossas músicas e ficar ouvindo freneticamente... mas quando a gente tocar no rádio ou eles toparem com a gente em alguma situação vai ser uma coisa do tipo: "Legal! Eu lembro desses caras... não é da minha praia mas é bem maneiro..."

admito que ODEIO roupa nova e legião urbana... mas provavelmente seria a mesma reação que eu teria se eles tivessem feito o quê a trapo fez ontem em uma festa da minha galera.

Estes lances sociais me deixam muito curioso!