quarta-feira, 21 de agosto de 2013

as várias vertentes do JAZZ... e o Sr. Patton

 Salve Salve leitores!

 Entrei hoje em um site de música, destes que oferecem rádio online. Não era um site qualquer pois ele só oferece JAZZ.
 O amigo que me recomendou disse: "O legal é que tem as várias vertentes do Jazz classificadas por subdivisões!".
 A primeira coisa que eu pensei foi: "WOW!!!" e a segunda foi:" Tem Ska-Jazz?" ... e não tinha.

 Me lembra de um fato curioso que são as pastas de MP3 de cada pessoa. Todo mundo baixa os discos, mas algumas pessoas que gostam mesmo de colecionar música, classificam as bandas para não jogar tudo em uma grande pasta "OUTROS".

 Pois é! Pois é! Pois é!

Tem gente que gosta mesmo de classificar música em REINO FILO CLASSE ORDEM FAMÍLIA GÊNERO E ESPÉCIE...

Jazz em sua essência é apenas "improviso".

Porém tem característica importantes a serem ressaltadas: Nasceu este estilo de improviso chamado de JAZZ nos Estados Unidos da América, por volta do ano de 1912, com influências do Blues e de ritmos africanos tocados por músicos já nascidos na América.

 Existem diversas características em uma gravação de Jazz.

A primeira coisa é que normalmente, mas não é regra, existe um TEMA para ser tocado e em cima dele há de ser improvisado. Pode-se jogar o tema completamente fora e utilizar a harmonia (os acordes utilizados pelos instrumentos de acompanhamento) ou pode-se utilizar o tema para fazer uma nova harmonia (mudam-se os acordes e a melodia continua sendo a mesma) ou pode acontecer de não se pensar em nada disso e mesmo assim sair algum resultado sonoro de estética muito interessante!

O estilo musical por de trás, a época à qual pertencem os ornamentos característicos, a formação instrumental utilizada - Big Band, Piano bateria e baixo, Quartetos vocais, enfim... muito se pode classificar das músicas.

Cada "colecionador" faz sua taxidermia-musical de um jeito.

Existem bandas que a gente simplesmente não junta com outras...
Outras bandas trocam de estilo e acabam por ferrar com toda a nossa classificação.
Legal mesmo é quando as bandas tem a cara e a coragem de mudar de nome para não ferrar com os projetos.
A evolução das bandas como Metallica, por exemplo, são de uma lentidão um tanto cômoda.
Claro que é fácil falar e criticar, mas olha só:

Mike Patton, por exemplo, é um músico que cresceu muito fazendo outros projetos. Isso demonstra sua maturidade como TRABALHADOR. Consegue participar de trabalhos de outros artistas, sem ofuscá-los. Ele já participou de um disco da Bjork - aquele OCEANIA - em que só foram utilizadas VOZES (humanas ou SUPER-humanas, como é o caso de alguns participantes).
Claro que os demais projetos de Patton se tornam muito característicos, mas tem mais um exemplo: Trabalhou com John Zorn - compositor e saxofonista Novaiorquino - AAAH é fantástico!

Tudo isso é um pouco JAZZ... é um pouco sofisticado, experimental... é "contemporâneo" (peguei um pouco de medo depois da fase de fascínio por esta palavra)...

Digamos assim que a tal da música nova é muito boa!
Mas falta sabedoria para poder apreciar...

bem... que fique alguma dica boa dessa conversa toda!

abraço.