terça-feira, 30 de setembro de 2014

O trombone do Brasil

Salve Salve Galera,

 Hoje eu gostaria de apresentar um senhor chamado Raul de Souza.

 Se você tem algum amigo trombonista ele já deve ter apresentado alguma faixa "D'Ouro" desse sujeito.
 Além do som aveludado, Raul de Souza é um dos melhores improvisadores da NATA brasileira.

 Deixo a sua manhã com a faixa "Bananeira" interpretada pelo Raul de SOuza, composta por Gilberto Gil e João Donato.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

a série harmonica (dos intrumentos de sopro e de tudo)

Salve Salve Galera,

estou eu cá com meu trombone, tocando aleatório... compondo e rabiscando... mas o mais divertido é tocar o instrumento. Não é meu primeiro instrumento, e funciona um pouco como escrever poesias em uma língua que não se fala direito... ou não seja a sua língua materna.

A diferença é que em música a gente começa a estudar com algum instrumento e depois encontra a teoria geral da música que é o Nada Brahma, ou seja: o som é o universo.

Claro que tem partes do universo que são caóticas e feias... o que está errado e a gente não queria realmente fazer aquilo que se faz de errado... por isso os estudantes de música treinam tanto e precisam tanto de amor e compreensão daqueles que moram por perto.

Enfim...

há nos instrumentos de sopro, principalmente nos instrumentos da família dos METAIS (trompa, trumpete, trombone e tuba) um fenômeno natural chamado SÉRIE HARMÔNICA, ou seja:

na mesma posição, no mesmo tamanho de tubo que uma posição proporciona, o instrumentista através da embocadura pode emitir diferentes notas. estas notas são sempre:


Fundamental, exemplo Dó2;
1o Harmônico = 8a Justa, exemplo: Dó3;
2o H = 5a Justa (acima da oitava), ex.: Sol3;
3o H = 8a J (acima da oitava),Dó4;
4o H = 3a M (acima da oitava anterior), Mi4;
5o H = 5a J (acima da oitava), Sol4;
6o H = 7a m (desafinada para baixo), Bb4;
7o H = 8a J, Dó 5;
etc...

Isso faz com que existam muitos "toques" possíveis de se fazer só com um simples tubo...
claro que a qualidade da manufatura do instrumento vai fazer com que seja mais ou menos difícil de se conseguir "tirar" essas notas. e deixá-las belas e harmoniosas é o desafio do instrumentista.




Uma observação que vale muito é de que o ouvido também tem uma relação com esta série harmônica, pois a cóclea (parte fisiológica do ouvido médio) também tem uma proporção similar a da série harmônica, é uma espiral.
 
(vemos na figura ao lado da esquerda para a direita: orelha, canal do ouvido, os três ossinhos principais: martelo, estribo e bigorna, e então a cóclea que é em espiral.)

A medida que a frequência aumenta, de forma a pensarmos a razão e não o número em absoluto, é similar o que ocorre na sequência de Fibonacci.


 veja que as duas primeiras notas da série harmônica são a mesma nota. porém se dividirmos as frequências de uma pela outra ... (a frequência entre uma oitava e próxima) teremos a razão 2/1.
 sendo a razão da quinta justa 3/2, e então a distância entre esta nota (5a J ) e a próxima que aparece na série (8a J) sendo uma 4a J... que tem a razão de 4/3. e assim por diante.

assim como os números são representantes de quantidades e as frequências são exemplos de notas, conseguimos entender que não importa muito os número e as notas ABSOLUTAS, mas sim as suas razões e proporções.

este mesmo fenômeno que acontece com todos os instrumentos da família dos metais, acontece com os canos, acontece com as cordas e com outros instrumentos... pode acontecer também na arquitetura, na pintura e em grandes espirais cósmicas, isto é: nas galáxias.

sabendo deste padrão... fica muito difícil voltar no trombone e simplesmente soprar uma notinha...
estou soprando galáxias! =D

seu corpo também vibra, ao seu simples respirar... já parou pra pensar nisso?

tenha uma ótima semana.


Surrealismo em Música - seriam os psicodélicos?

Salve Salve Galera!

Questão da vez é buscar o Surreal em música.
Primeiramente vamos ao Surrealismo.
Salvador Dali é um representante, porém, o Surrealismo é uma ideia, um espirito, um arquetipo, um estilo e se define por pontos e não por um exemplo humano, complexo, que nos limitaria.

O onírico - Surrealismo carrega em si a qualidade de onírico. pode SIM ser estimulado por uso de alteradores da percepção, mas pode ser simplesmente "coisa de sonho". Uma das qualidades trazidas ao Surrealismo que é característico do sonho é a CONCATENAÇÃO de ideias, isto é: Quando misturamos uma ideia com outra, mesmo que na realidade isto fosse um absurdo. Por exemplo temos um peixe concatenado com uma mulher.


O que então poderia ser surreal em música?
Bem... quando temos sons que se tornam processados entre si, através de um processo de mixagem, podemos dizer tecnicamente que seria como a concatenação das ideias, porém, não basta.
Deve incitar o clima surreal. Não basta colocar sons sobrepostos. Caso que poderia ser paralelo à uma simples colagem de elementos sem conexão...


Já rumando para o que seria um Surreal em Música, temos ALGUMAS possibilidades:

1) a música eletroacústica, que é tida como acadêmica demais e repele mais do que adere a massa, o que não é ruim, tendo que a massa gosta de porcaria. A convolução, processo técnico que consiste em concatenar dois sons através de uma FUNÇÃO, tipo F(g(x)), em que um som é renderizado com o outro. Já seria uma aproximação ao surreal.
Para o leitor que não está acostumado com os pormenores da música eletroacústica é bom enfatizar que tal música pode ser, basicamente, de três tipos:

1.1 - Acusmática. que se utiliza apenas de sons processados e previamente gravados.
 
1.2 - Mista. que utiliza sons gravados e processados para serem utilizados com instrumentos acústicos.

1.3 - processamento em tempo real. em que os sons recebem processamento enquanto um instrumento produz o som. um exemplo seria um acordeon que tenha seu som captador por dois microfones e os sinais de audio estejam conectados à um computador que processe estes sinais com um software chamado Max MSP ou sua versão "livre" Pure Data, afim de que o som passe por um algoritmo de processamento em que, todo som abaixo de 40 dB receba um efeito de flanger e todo som aciuma de 40dB receba um efeito de reverb, e o exemplo poderia se tornar mais complexo de modo que o próprio programa poderia ser interpretado como uma obra de arte...

2) música eletrônica "pop". A música eletrônica se diferencia da música eletroacústica em sua praticidade e usabilidade. É música para dançar em festivais. o povo que vai gosta de dançar e transcender.
Existem diversos estilos, uns mais "pop" do que outros. Mas existe o Live, que é o set up que além de ser "dado o play" é executado na hora. A música é feita na hora assim como seria feita uma apresentação de banda.

Acredito que muita gente não se atente a estes fatos e que são interessantes para compreender melhor o que se passa com esse povo de hoje em dia... será que é só feito de fones, balas e cigarros este mundo? ... bem... talvez... fica aí uma indagação solta no vento.

Caso é que eu ainda estou procurando o Surrealismo em Música...