Outrora, também conhecido como muito tempo atrás... Os alemães, ou melhor... o povo que mora naquela terra onde já existiu a Bavária e outros "países" que hoje já não são mais no mesmo lugar, nem tem os mesmo costumes... enfim, os "alemães" tiveram os melhores músicos do planeta. Alguns austríacos e outros de vários outro lugares iam até a aquela terra para fazerem música erudita. Alguns faziam música clássica "popular". Muita gente confunde música instrumental para cordas com música clássica... os quartetos de Beethoven são músicas eruditas... os solos de Vivaldi para violinos, são música... nem é clássica, mas sim Barroca. Pra quem não sabe, os músicos "italianizados" fazem música mais popular nestas épocas que a maioria chama de outrora...
Existem alguns períodos na música em que se faziam a tal música erudita, que todo mundo chama de "música clássica".
Idade Média
Renascença
Barroco
Período Clássico
Período Romântico
Moderno
Contemporâneo
(hoje em dia...)
Outrora eu me refiro entre a Renascença e o período Romântico.
então, continuando a falar dos alemães, italianos e o Brasil. Os alemães são o povo que gosta mesmo é de fazer arte. Eita povo "artero"! Os italianos que não se ofendam... mas eram os Pops de outrora. Por influência deles é que o austríaco Mozart (o pai) ficou tão confuso e quis mais saber de montar um circo musical para que o filho se apresentasse do que fazer uma música cerebral.
Falando em Cerebral... falemos um pouco desse lance da influência italiana. Ludovico, o de verdade... Ludwig Van Beethoven, nasceu surdo. Não do ouvido pessoal... ele nasceu surdo intelectualmente... isto é... ele tinha imunidade de influências das coisas superficiais de sua época. Sua música é de uma "cerebralidade" colossal. Não duvido que Schoenberg (Arnold), que inventou um sistema serial muito "espertinho", tenha invejado a inteligência musical de Ludovico, mas a sua tentativa de fazer alguma obra-prima com a vida... foi tardia e na minha opinião é mais válida pelo esforço do que pelo resultado. Os resultados de Beethoven em suas composições são expressivos.
Ele absorveu e "corrigiu" erros de forma na forma sonata. além de escrever bem dentro de um modelo proposto, conseguiu fazer alteração em prol da própria forma. Sua música, por ser de uma trama musical baseada em intelecto, não necessitava de que a forma se mudasse para ela. Foi uma jogada muito boa fazer os dois ao mesmo tempo. Corrigir a forma e fazer música dentro dela. Hoje então, seguir tal modelo só serviria se fosse com o mesmo propósito... encontrar melhorias e aplicar inteligência musical. Se for pra compor dentro dos moldes dados por outros... só pra "enfiar" música dentro... dá-se mais um Schoenberg pra ficar reclamando que a forma tem que mudar... A forma é boa, tem é que melhorar... não é só ficar inventando regrinhas e colocando um monte de números pra encher páginas de teses de mestrado e doutorado em universidades de música não!
Aí é que entra o Brasil.
Não precisamos ficar tão surdos ao mundo pra fazer música boa... mas outrora o Brasil era exótico... e hoje em dia somos o quê? Ainda somos o mesmo país exótico...
O "italinismo" se tornou o norte-americanismo de hoje em dia... que em breve vai trocar pra outra potência mundial em cultura e assim por diante...
O "germanismo" continua fora da mídia, chamado hoje de "eruditismo" ou "erudição" e assim como outrora, hoje em dia a gente acha que só existia no passado...
e o Brasil?
não sei... ainda é um país exótico para mim...
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