Talvez por influência do seriado "Numb3rs" tenho pensado nas possibilidades de matematizar a sociedade, a cultura, mais precisamente: as relações das melodias dentro de um arranjo musical.
A=1; B=2; C=3; D=4; E=5; F=6; G=7;
Para os computadores só existem duas OPERAÇÕES matemáticas possíveis: Adição e Subtração.
Minha teoria é que a sociedade tem mais possibilidades matemáticas e somos um cálculo mais complexo de qualquer operação matemática realizada por um computador convencional. Meu pensamento é que exista a possibilidade de, por exemplo, EXPONENCIAÇÃO em música.
Wagner e Mahler escreviam música para Orquestra pedindo um número muito grande de musicistas. 120 violinos ou até mais. Quantidade no lugar errado pode não ajudar muito. Acredito na criação de um dimensionamento de recursos humanos mais efetivo. As diferentes funções que os indivíduos tem na sociedade podem ser análogas as diferentes melodias de uma composição.
Juntar um monte de gente tocando violino, a mesma melodia... seria como uma soma. Vamos supor que o valor desta linha melódica fosse 1. 120 violinos tocando aquela mesma melodia teriamos um fator 120.
Tecendo meu pensamento penso que o contraponto de 1a espécie - aquele em que uma melodia se sobrepoe a outra mantendo o mesmo ritmo e tocando notas de alturas diferentes - seria uma multiplicação. Se assim fosse poderiamos ter 60 violinos tocando uma melodia e 60 violinos tocando outra. porém como existem fatores de aumento de dimensão o resultado seria mais próximo de (60 + 60) x 2 = 240.
Estes mesmos 120 violinos poderia tocar um contraponto de 1a espécie com 3 vozes diferentes. 40 em cada grupo, aumentando a dimensão mais uma vez, ou seja, fator de multiplicação x2 e depois x2 novamente. [(40 + 40 + 40) x2] x2= 480.
Um fator que deve ser levado em conta é a capacidade de inteligibilidade do arranjo pelo ouvinte. Por isso, penso, que cada pessoa valoriza uma música diferente da outra.
Talvez isso explique porque a música na Renascença buscou tantas vozes diferentes, tantas sobreposições e no próximo período da música - Barroco - as linhas melódicas tendiam a ficar em um padrão de 4 vozes diferentes. Admito que fiz um recorte surrealista, mas para um pensamento novo sobre uma possibilidade de matematização de valores em música terei de recorrer às fronteiras do conhecimento, dentre elas: a imaginação.
Um dia a ciência e a tecnologia vai ser tão avançada que as duas precisarão se juntar. Esse dia chegou.
A=1; B=2; C=3; D=4; E=5; F=6; G=7;
Para os computadores só existem duas OPERAÇÕES matemáticas possíveis: Adição e Subtração.
Minha teoria é que a sociedade tem mais possibilidades matemáticas e somos um cálculo mais complexo de qualquer operação matemática realizada por um computador convencional. Meu pensamento é que exista a possibilidade de, por exemplo, EXPONENCIAÇÃO em música.
Juntar um monte de gente tocando violino, a mesma melodia... seria como uma soma. Vamos supor que o valor desta linha melódica fosse 1. 120 violinos tocando aquela mesma melodia teriamos um fator 120.
Tecendo meu pensamento penso que o contraponto de 1a espécie - aquele em que uma melodia se sobrepoe a outra mantendo o mesmo ritmo e tocando notas de alturas diferentes - seria uma multiplicação. Se assim fosse poderiamos ter 60 violinos tocando uma melodia e 60 violinos tocando outra. porém como existem fatores de aumento de dimensão o resultado seria mais próximo de (60 + 60) x 2 = 240.
Estes mesmos 120 violinos poderia tocar um contraponto de 1a espécie com 3 vozes diferentes. 40 em cada grupo, aumentando a dimensão mais uma vez, ou seja, fator de multiplicação x2 e depois x2 novamente. [(40 + 40 + 40) x2] x2= 480.
Um fator que deve ser levado em conta é a capacidade de inteligibilidade do arranjo pelo ouvinte. Por isso, penso, que cada pessoa valoriza uma música diferente da outra.
Talvez isso explique porque a música na Renascença buscou tantas vozes diferentes, tantas sobreposições e no próximo período da música - Barroco - as linhas melódicas tendiam a ficar em um padrão de 4 vozes diferentes. Admito que fiz um recorte surrealista, mas para um pensamento novo sobre uma possibilidade de matematização de valores em música terei de recorrer às fronteiras do conhecimento, dentre elas: a imaginação.
Um dia a ciência e a tecnologia vai ser tão avançada que as duas precisarão se juntar. Esse dia chegou.
"Se assim fosse poderiamos ter 60 violinos tocando uma melodia e 60 violinos tocando outra. porém como existem fatores de aumento de dimensão o resultado seria mais próximo de (60 + 60) x 2 = 240."
ResponderExcluirA geração de harmônicos além dos formantes, por tocar duas notas diferentes, não influenciaria nesse cálculo de dimensão?
sim, é bem provável... porém a gente não percebe o batimento resultando em uma melodia. por isso eu disse que a percepção deve ser levada em conta.
ResponderExcluiracredito que as dimensões são aumentadas conforme o compositor tem o intuito de fazer ou quando alguém com uma percepção maior consegue escutar uma peça e ouvir de verdade as outras dimensões...
talvez se alguém ouvisse os harmônicos e tivesse a idéia de aumentar a dimensão de uma música pela orquestração (no sentido de juntar um instrumento com outro e tratar dos harmonicos resultantes como um componente de aumento na dimensionalidade musical).
é teoricamente possível, porém é mais fácil pensar que a orquestração ou instrumentação seja encarada como uma cor e não como uma linha de contorno, fazendo uma analogia entre música e desenho.