terça-feira, 31 de maio de 2011

Pimenta ruim, nunca será bom tomate.

Salve as novas esculturas gigantescas que a França fica a distribuir pensando que dão liberdade pros que já são livres...


Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Já dizia o grande mestre Carlão que me dava aulas de química no ensino médio.
Sabedoria maior, não há... eu acho... não sei... só sei que de nada sei (e o resto que se foda!). Vem ao caso que... música tonal é uma coisa, música atonal é outra coisa.

O quê todo mundo tem que entender, pra poder me entender melhor, é que existe a música pós-tonal, onde se encontram algumas músicas atonais, assim como seriais, dodecafônicas, etc... e existem as músicas PÓS-ATONAIS.

Sim... a vida continua... já dizia a letra de Ob-la-di Ob-la-da... la la la la life goes on!!!

Tem música que vem depois de você não ter mais TONALIDADE... a gente tem ainda uma coisa que segura toda essa suposta bagunça pra quem não quiser seguir os passos do bom e velho Arnoldo (Schoenberg)... que muito fã do Ludovico, criou um sistema racional para se obrigar a ter expressividade. Tal sistema é o sistema serial de Arnold Schoenberg, que pasmem os que sabem do que eu estou falando... existem outros sistemas seriais não-schoenbergnianos.

Então vá lá e veja que...

Tanto antes quanto depois da guerra (II guerra mundial) o importante da arte é ser arte... ou seja... transformar e organizar, etc...
depois da guerra o mais importante da arte era expressar a confusão, exprimir, imprimir e se livrar daquele mal todo...

Arnoldinho, que gostava muito de tocar sambas no piano (mentira) escolhia então uma série de 12 sons (cada uma das notas disponíveis) e se obrigava a dar expressão para aquela linha lógica de notas. Essa linha de 12 quando acabava, sofria três processos que podiam ser distintos ou combinados: Transposição, Inversão ou Retrogradação.

A expressividade pode ser dada pelas intensidades, pelas disposições harmonicas que se escolhe, pela duração, pela técnica instrumental para se produzir tal nota, etc...

Arnoldinho dormia com as galinhas (não literalmente) para conseguir realizar tal ato de expressividade. Era um cara muito bom em se fazer entender... ou não... não tenho certeza. Demorei muito tempo pra entender que ele estava realmente SE expressando com aquelas notinhas... pra mim eram um monte de acordes duvidosos, a maioria dissonantes, com um bando de gente intelectualoide pagando de entendido enquanto se tocava aquela música horrenda. Sabe o porquê da minha reação?

Admito, estava ouvindo a música com ouvidos antigos... daí é o seguinte... Uma pimenta ruim, não serve como bom tomate nunca... Quando a gente quer ouvir uma música de um certo estilo esperando que ela seja boa tal qual a de um estilo que a gente gosta... não vai ficar satisfeito a menos que os dois estilos tenham a raíz da música no mesmo lugar.
Comer um bom tomate querendo que ele seja apimentado, é até possível... ele tem um azedinho e tudo mais... é só colocar um molhinho de pimenta nele e ele vai ser um tomate apimentado... já uma pimenta... é raro o caso, como a da pimenta biquinho, em que a pimenta consegue ter as propriedades do tomate.

Certo mesmo é que música Avant Guard sempre vai chocar as pessoas, não por ser seu propósito como música, mas por ser realmente a primeira de uma nova onda...
no caso da música contemporânea, cada peça é um super herói sem nação, cada música tem sua própria regra e luta por si só. deve ser ouvida como única e não como parte de um todo.

Eu ainda sou da velha guarda em que uma canção dá origem para outras... por isso é que a minha música ainda não está realmente boa. Estou em busca de compor super-heróis sem nação que sejam bons sozinhos e que meus opus todos juntos sejam uma liga da justiça caótica... que sirvam para colorir o mundo e não salvalo de nenhum mal... para isso a gente já tem o Ska e o Super-Mouse.

Stay True!

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